14 de Fevereiro, 2024

Campanha sobre os Desafios da Participação das Mulheres como Cabeças de Lista dos Partidos Políticos nas eleições.

by Txeka


Segundo a Academia Política da Mulher (APM), Moçambique tem registado progressos em termos de participação das mulheres nos órgãos eleitos e nos cargos governamentais cujo destaque vai para cargos de nomeação directa pelo Presidente da República.
Apesar deste pequeno avanço e da existência de leis muito boas à favor da mulher, tais como a Carta Africana e a Resolução 1325, ainda existe muita disparidade em relação à participação da mulher nos processos eleitorais, mais concretamente como representantes dos partidos políticos.
Dados extraídos das Eleições Autárquicas de 2018 apontam que dentre os 30 cabeças de lista, apenas 5 eram mulheres, o que mostra uma clara e gritante desigualdade em relação à presença feminina e masculina aquando destes processos.
Dito isto, levantam-se várias possíveis razões que justifiquem o fenómeno, dentre as quais: o machismo e misoginia e a falta de informação.
Num país como o nosso, onde a política, infelizmente, ainda é vista como uma esfera de domínio exclusivamente masculino, falar e participar dela ainda constitui um desafio muito grande para as mulheres.
Junta-se a isto o facto de existir assimetria de informação em relação ao processo eleitoral, que ocorre quando apenas um certo grupo de pessoa tem acesso à informação e o restante não.
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